domingo, 22 de janeiro de 2012

The Way Of Love - Capítulo 2: Changes - Part. III

Estavam sentados na banheira de Booth. Um de frente para o outro, com as pernas entrelaçadas. Seus sexos se encostando. Brennan sentia que já causava alguma coisa no parceiro. Sorriu.

Ela começou a passar o sabonete no corpo dele. Ele aproveitou para só passar a mão pelo corpo dela. E depois passaria sabonete ainda não tinha conseguido passar antes. Sorriu maliciosamente com o pensamento. Beijou apaixonadamente a boca de Brennan, passando a língua pelos lábios da parceira, pedindo passagem. Os lábios de Brennan se entreabiram, deixando o contato entre línguas ocorrer. Um beijo apaixonado, carinhoso, exigente. Sua línguas se acariciando, se conhecendo mais uma vez, travando uma batalha, buscando mais conhecimento um do outro. Brennan passava as mãos pelos peitos de Booth, até o abdômen bem trabalhado, sentindo todos os músculos reagirem ao contato. Sorriu com a sensação. Booth passava a mão pelas costas da parceira, partindo do ombro em direção a cintura, movimento suaves e quentes. Enquanto se acariciavam o beijo se tornava mais intenso e urgente. Ela escorregou as mãos pelas costas de Booth, até o ombro, pescoço.. Depois voltando pelas costas.. voltando para a barriga e em seguida, o peitoral. Passou a mão para os braços dele, localizando as mãos dele em cima de suas nadegas. Ensaboava ele de forma extremamente lenta e provocante. Volto o caminho pelos braços dele. Foi descendo as mãos até as coxas do parceiro, ensaboando até o joelho, e voltando.. Percorrendo a mão pela virilha. Ouviu-o gemer com o contato. Ele decidiu tortura-la da mesma maneira. Passou a mão pelas costas dela, percorrendo as nadegas macias e voltando para a parte interna da coisa. Pegou mais sabão com uma das mãos e começou a “ensaboa-la”. Brennan sufocou um gemido na boca de Booth, passando as mãos da virilha de Booth até as nadegas dela. Pressinou-a com as mãos, empurrando o parceiro em direção a ela. Pode sentir a excitação que causara. Sorriu.

-Booth.. – Gemeu entre os lábios dele.

Ele começou a percorrer com os lábios o caminho de sua boca até o queixo, logo em seguida, pescoço, descendo até os seios. Beijava o espaço entre eles.. e depois passava beijos por cada um dos seios, carinhosamente. Lábia os seios da parceira, passando a língua lentamente, de forma provocativa. Desceu então até sua barriga e ventre, onde deu beijos mais demorados e ternos, enquanto Brennan arqueava de prazer. Booth voltou o caminho dos beijos, subindo até a boa da parceia e levantando levemente.

-Booth.. Por favor..
Não pôde aguentar mais. Se uniram. O ato arrancou um gemido de ambos. Depois começaram a se mover. Primeiro ela, sendo seguida por ele. Seguima num mesmo ritmo, como se os seus corpos se conhecessem há séculos. Se beijavam, se acariciavam.. até que Booth, pôde sentir a parceira chegar ao clímax. Deixou-se levar pelos tremores do corpo dela, que arqueavam sob o efeito do orgasmo. Um milagre. Quebraram as leis da física.

-Eu te amo, Booth. – Disse, com a respiração ofegante, depositando um beijo nos lábios dos parceiros. –Muito.

Brennan se levantou da banheira, pegando o roupão que Booth separara para ela.

-Vamos, Booth. Eu quero comer, estou faminta. –Disse, vestindo o roupão. – Onde estão minhas roupas¿

-Em cima da cama. – Disse enquanto se levantava, pegando o outro roupão.
Brennan foi em direção ao quarto. Em cima da cama viu um camiseta do parceiro, na qual tinha escrito FBI, um calça de caminhada e um cueca Box. Riu com as roupas. Adorava a camiseta de Booth, mas nunca se imaginara usando-a. E mais ainda, nunca se imaginara usando uma cueca de Booth. Vestiu-se primeiramente da cueca.

-Essa cueca me excita. – Declarou Brennan.

-Fica mais excitante em você. – Disse, chegando por trás da parceirando e beijando-lhe o pescoço.

-Booth, eu quero comer.. – gemido - .. quero comer comida. Estou com fome.

-Ok. Killjoy. – Disse com um sorriso.

-Booth! – Dizia, enquanto dava um tapa no braço do parceiro, com um sorriso no rosto.

-Ele se vestiu somente com uma calça do pijama, sem cueca, e foi para a sala. Estarei te esperando na sala.

-Ok. – Disse enquanto vestia as ultimas peças de roupa. O cheiro de Booth naquelas roupas a fez fechar os olhos. Nossa, poderia se acostumar facilmente com aquele cheiro.

Foi para sala, sentando-se ao lado de Booth no sofá.

-Quero ver a reação de todos quando souberem.

-Ângela vai surtar, ela já sabe que dormimos juntos.

-Sabe¿

-Sabe. Ela queria que eu tivesse conversado com você antes. Não sei como ela não desconfiou da minha gravidez, andei indo pro banheiro mais do que o normal, nas duas ultimas semanas. Não por causa dos corpos, mas cheiro como.. Oh, o perfume da Cam... Aquele cheiro já na me agradava antes, agora me enjoa.

-Isso é normal, Bones.

-Eu sei.

-Vai ser interessante ter dois bebês na família squint.

-Oh, Michael e o nosso bebê. É vai ser muito legal. Por falar em Michael, gostaria que Angela e Hodgins fossem os padrinhos do nosso filho ou filha.

-Claro, Bones. Eu estava pensando neles dois também. Vai ser incrível.

-Vai sim, Booth. – Disse, terminando de devorar o conteúdo da sua caixinha. – Terminei. Quero minha sobremesa

-Mas eu não pedi sobremesa.

-Quero minha sobremesa servida da cama. – Disse, maliciosamente.

-Oh. OHHH! Claro, com todo o prazer, milady.

Ela não pode esperar mais e jogou os braços ao redor do pescoço de Booth, dando um beijo guloso. Dali rumaram para o quarto. Onde a noite se prolongou sem palavras, mas muita coisa foi dita.

The Way Of Love - Capítulo 2: Changes - Part. II

Brennan entrava no apartamento de Booth enquanto ele pegava a comida com o entregador, que chegara praticamente com eles. Brennan entrou retirando seu sobretudo, o qual jogou sobre a poltrona de Booth. Cheirou-se, precisava de um banho. Não tinha trazido roupas.

-Booth, preciso de um banho, e... Roupas. –Disse, para um Booth que já estava indo em direção a cozinha para colocar as caixinhas de comida tailandesa. A comida deles.

-Ok, Bones, te arrumarei uma roupa. E eu também preciso de um banho.. –Sorriu, insinuante.

-Oh, você quer ir primeiro, Booth¿ Eu não me importo.

-Bones, você gostaria de companhia no banho¿ - Disse, ainda com aquele sorriso no rosto.

-Oh.. Booth, acho melhor.. não.. Nós ainda não conversamos sobre.. bem, nós. – Disse, cautelosa.

-Oh, qual é, Bones.. Assim economizaremos água e tempo. Assim, além de não gastar toda a água do globo, ainda comeremos antes de nossa comida esfriar.
-Oh, você tem um ponto.

-E além do mais, o que poderia acontecer demais agora¿ Vocês está grávida, e eu sou o pai, nada que possa acontecer já não aconteceu antes.
-O-ok. Você está certo.

-Ótimo, você sabe onde é o banheiro. Vá na frente enquanto eu separo uma roupa para você.

-Ok. –Disse ela em direção ao banheiro.

Ligou a água da banheira e começou a se despir. Ainda usava a roupa de “Wanda”. Aquela blusa florida que usara para disfarçar qualquer volume no abdômen, mesmo que mínimo devido a prematuridade da gravidez. Entrou na banheira e fechou os olhos. Não viu quando Booth entrara no banheiro, já sem roupas, e começara a entrar junto com ela na banheira. Abriu os olhos quando o sentiu entrar na banheira. Mesmo com tudo, aquela visão sempre a “despertava”. Já o tinha visto nu quando invadirá seu banheiro, três anos antes, mas sempre se sentia como uma adolescente prestes a ter a sua primeira experiência sexual, com o rapaz que amava.
Levantou-se de modo que ficasse acomodada ao peito de Booth, de costas para ele, encaixada entre suas pernas. Apesar de o contato excitar a ambos, aquela posição transmitia mais amor do que copula.
Ele começou a pegar o sabonete e passar pelo corpo de Brennan.
Passando primeiro pelos braços, até as mãos, e voltando. Passou as mãos pelos ombros, esfregando o sabonete pelo pescoço de Brennan, que deixou sair um suspiro de prazer. Esfregou suas costas, indo até o final da cintura. Voltou a percorrer todo o caminho das costas, lentamente, chegando novamente ao pescoço. Pegou um pouco mais de sabonete e começou a esfregar Brennan pela barriga, subindo vagarosamente até os seios. Onde massageou lentamente, carinhosamente, arrancando outro gemido de Brennan. Foi até o colo e voltou para os seios, passando as mãos vagorosamente e indo até a barrida novamente. No ventre, demorou-se um pouco mais, fazendo movimentos circulares. Do ventre partiu para as coxas, deslizando as mãos e sem tira-las do corpo quente e molhado de Brennan. Cada movimento era lento e carinhoso. Passou as mãos por toda a extensão das coxas da parceira. Indo até o joelho, que era até onde suas mãos alcançavam. Enquanto fazia isso, beijou o pescoço de Brennan. Beijos carinhosos, suaves, que diziam mais do que qualquer palavra. Voltou a mão para o ventre de Brennan e deixou as mãos se cruzarem naquele local. Enconstara a cabeça no pescoço da parceira, com os olhos fechados. Suspirou, satisfeito.

-Eu te amo, Bones.

-Eu sei, Booth. Você me disse isso antes. –Disse, colocando as mãos em cima das de Booth. Fechando os olhos. –Como vai ser agora, Booth¿

-Bem, você quer saber o que eu acho¿

-Sim, por isso eu perguntei.

-Bem, é assim que eu vejo: Agora somos uma família, eu, você e esse bebê. Nosso bebê. – Deu um pequena pausa por causa dessa frase. Um sorriso feliz surgiu em seu rosto. – Eu te amo, e pelo que você me disse, você também me ama. É simples.

-Não é tão simples, Booth. - Disse virando um pouco o rosto para encara-lo. –Não conseguimos nos resolver antes, pois somos muito diferentes, porque conseguiríamos agora¿

-AH. Bones, não resolvemos antes porque você não estava pronta. Eu sempre te amei, até quando eu estava com Hannah, eu percebi que ainda te amava. Não que eu não amasse Hannah, mas você sempre foi o meu amor. Meu grande amor. Se lembra quando eu disse que você poderia amar muitas pessoas nessa vida, mas só uma que se ama mais¿ Você é quem eu amo mais, Bones. Eu fui um covarde por não admitir isso para mim naquela noite em que você quase fora atropelada. Depois.. Eu estava chateado, com raiva, mas eu te amo..

-Booth...

-Não, espere, eu ainda não terminei. –disse, antes de soltar um suspiro, determinado. – Desde a noite em que passamos juntos, no dia da morte do Vincent, eu quero estar com você. Sonho com nós dois, juntos, todos os dias. Mas estive com medo de que você não estivesse pronta. Eu te amo muito, Bones, e quero provar isso para você. Espero que agora você esteja pronta, porque eu quero acompanhar essa gravidez. Eu quero ser o pai para seu filho, Bones.

-Mas Booth, você é o pai... – Olhou para o parceiro, confusa.

-Eu quero dizer, Bones, que eu quero estar presente como pai. A mesma coisa que eu te disse quando não quis doar meu esperma. Eu não posso ser só um doador. Eu quero ser o pai. Por favor, não me exclua da vida do nosso bebê. Por favor, não exclua da sua vida.

Ela encarou-o, por alguns segundos, antes de depositar um beijo em seus lábios.

-Eu te amo, Booth. Nunca deixaria você fora da vida do nosso filho. Nunca. E... Eu nunca conseguiria, mesmo que não racionalmente falando, tirar você da minha vida. Não pelo bebê, mas porque eu te amo.

-Oh, Bones! – Disse, com um dos sorrisos mais lindos que já dera. – Eu te amo tanto. – Disse, depositando outro beijo na boca da parceira. – E amo esse lindo bebê.

-Não sabemos se ele é bonito, Booth. Apesar de que.. Com nossos genes, acredito que o bebê vai ser incrível. – Disse sorrindo.

-É, Bones. Nosso lindo bebê. –Disse, sorrindo e enconstando novamente a cabeça no rosto de Brennan.

Passaram um tempo assim, abraçados. Ela de costas para o peito dele, entre suas pernas. Os olhos fechados. Mão sobre mão. As mãos dele no ventre dela.

-Então.. agora estamos juntos¿ -perguntou Brennan. – Quero dizer... o que nós somos¿ Namorados¿ Porque sempre achei a convenção de namorado e namorada muito infantil e inútil.

Ele riu.

– Bem, estamos juntos, vamos ser pais. É isso que somos. Duas pessoas que se amam, que estão juntas e vão ser pais.

-Ok. E como vomos contar para todos¿ Queria esperar até o final do terceiro semestre para dar a notícia. Exceto para Angela, quero contar para ela assim que eu puder.
Ele sorria.

-Bem, podemos contar aos poucos, claro. Amanhã podemos visitar Angela, no hospital, e contar-lhe a grande novidade.

-E quanto a nós dois¿ Vamos falar que estamos juntos¿ Porque eu não saberia como fazer isso, estamos, do vernáculo, nos escondendo por muito tempo.

-Bem, Bones, faremos como a gravidez, contaremos aos poucos. Não precisamos anunciar nada, vão acabar descobrindo por conta própria.

Ela olhou um última vez para o parceiro, depositando outro beijo em seus lábios. Olhando-o com amor. Finalmente se sentia conectada a alguém.

-Bem, minha vez de ensaboa-lo.

-Ok, pode vir. Mas vou avisando que nossa comida vai esfriar.

-Não estou com fome agora. Não fome de comida, pelo menos. – Sorriu maliciosamente.

-Oh, Bones, venha cá! - E virou o corpo da parceira fazendo com que ela ficasse de frente para ele, beijando-a apaixonadamente.

-O melhor é que agora não precisarei mais ficar sonhando com isso todas as noites. Agora é real.

-É, Bones, agora é real.

sábado, 21 de janeiro de 2012

The Way Of Love - Capítulo 2: Changes - Part. I

Depois daquela noite no apartamento de Booth, do enterro de Vicente, se passaram dias sem que nada entre eles acontecesse. O clima realmente não era o mesmo. Eles pareciam com medo de dizer algo uma para o outro, que assim afastasse um deles. Ainda não tinham conversado sobre o ocorrido, e os casos eram bem simples. Ficaram como sempre, amigos que trabalham, falavam mais do caso, para não falarem mais do que deveriam. Ao mesmo tempo, tinham uma intimidade maior, o que era normal, presumia Brennan. A situação ainda os assustava muito. Com quatro semanas tendo passado do ocorrido, e só um caso corriqueiro nesse meio tempo, eles pouco se viram. Ele ficava no FBI e ela no Jeffersonian. Se saíssem para comer ou beber, poderiam acabar passando de um limite que estabeleceram para eles mesmos, sem precisarem dizer nada. Isso porque agora os dois estavam com medo e confusos. Booth estava para não aguentar. Queria Brennan, mas queria dar a ela o tempo que ela precisasse para se entender com a situação, mesmo que fosse difícil para ele. Ela não sabia como ele se sentia em relação a tudo, e preferia ficar calada, vendo onde aquilo levaria, apesar da insistência de Angela para que ela conversasse com Booth sobre o ocorrido e sobre eles. Ela não queria, e se ele dissesse que não dava para ficarem juntos nunca¿ Era melhor deixar do jeito que estava.

Mas nem sempre as coisas são como queremos.

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Quatro semanas depois da morte do Vincent, apartamento da Brennan.

4:47.
Brennan acorda, depois de mais um daqueles sonhos com aquela noite. Todas as noites sonhava com aquilo se repetindo, e às vezes de formas um pouco diferentes. Eram tão reais que ela chegava a acreditar que tinham acontecido de verdade, até se dar conta de que tinha sido um sonho e estava sozinha na cama. Sem Booth. O cheiro dele estava preso em sua memória, não em seus lençóis e nem em seus travesseiros. Impregnado em suas lembranças. Mas não acordou por isso, o sonho fora interrompido, mais uma vez, como ocorrera durante toda aquela semana. O que a acordara fora um enjoo. Corria para o banheiro, não conseguia evitar. Mais uma noite. Nos primeiros dois dias acreditara estar doente. Tomara remédio para enjoo. Mas isso já acontecia há quase duas semanas. E os cheiros, ah, os cheiros. O perfume da Cam a fazia correr para o banheiro. Tudo levava a crer em uma coisa. Mas não era o momento certo. Não podia estar acontecendo. Mas tudo indicava que sim, que estaria grávida. Grávida de Booth. Até sua menstruação estava atrasada, uma semana atrasada. Sem parceiros sexuais há um bom tempo, ele fora o único com que fizera amor em meses. Lembrou-se de que naquela noite, com a urgência do ato sexual, esqueceram-se de usar proteção. Não tinha tido importância no momento. Mas agora, agora tinha sido comprovada a sua imprudência. Como iria dizer aquilo ao Booth¿ Como ele reagiria¿ Será que ficaria com raiva pela imprudência¿ Sabia que ele não queria ter filhos fora do casamento. Ele iria se chatear, provavelmente. Mas se fosse verdade, era algo maior que ele, ela nunca faria nada contra um filho dela, e sendo filho dele, menos ainda. Mesmo que aquilo acabasse com o que tinham. ~

Tomou um banho, olhou no relógio, dava tempo de fazer o que queria antes de ir ao laboratório. Vestiu uma roupa, já se preparando para ir ao trabalho, assim só passaria na farmácia, voltaria para casa e depois sairia novamente em direção ao trabalho, sem se preocupar em ficar se trocando de novo. E claro, não poderia fazer no trabalho, da última vez, Ângela fizera um exame lá e Cam vira o exame. Poderia ver de novo e a cena se repetir. Desceu, pegou o Prius e partiu para a farmácia mais próxima. Comprou o teste de gravidez. Se desse positivo iria fazer imediatamente um exame de sangue, e se desse negativo iria esperar para ver se os “sintomas” não parariam, para só aí fazer o exame de sangue. Correu para casa. Leu a embalagem com instruções. Urinar na pontinha do teste, esperar alguns minutos, se tiver azul, positivo, se ficar vermelho, negativo.

Os minutos pareciam não passar. Andava de um lado para o outro. Olhava o exame. Nada ainda. O que uma cor não faria na vida de alguém¿ Azul, positivo, milhões de consequências. Vermelho, negativo, nada a declarar. Isso a fez sorrir, se Booth soubesse desse pensamento diria que era algo muito poético para ela.


Olhou novamente o exame. Azul. Apesar de ser o resultado esperado, não pôde deixar de sentir um leve desespero, e ao mesmo tempo, alegria, muita alegria. Ela estava grávida! Ia ter um filho, um filho do Booth. Era algo incrível. Incrível e assustador. Decidiu a chegar mais tarde no laboratório naquele dia, iria fazer uma exame de sangue.

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Dia seguinte.~

Nenhum caso aparecera no último dia. Todos estavam ansiosos com a gravidez da Angela, o bebê podia nascer a qualquer momento. E Brennan esperava o resultado dos exames. Olhando seu e-mail pela vigésima vez naquele dia. Finalmente viu. Um e-mail do laboratório. Era isso, iria confirmar ou negar suas suspeitas. Confirmar ou negar o exame da farmácia.
Abriu o e-mail, e fechou os olhos rapidamente, antes de ler o exame. Sabia dos termos técnicos ali, mas estava tão ansiosa que não os leu direito, procurou pelo resultado.

“POSITIVO”

É, agora era certeza. Sua vida iria sofrer uma mudança drástica. Esperava estar pronta para aquilo. Com certeza amaria aquela criança. Amaria muito. Mas tinha medo reação do Booth, e tinha medo de não ser uma boa mãe. Medo. Felicidade. Tinha que contar ao Booth. O pai do seu bebê. Não pode deixar de sorrir diante de tal pensamento. Uma excitação de felicidade subiu pelo seu estômago. O amava tanto, um filho dele era mais do que um sonho, agora era realidade. Seu sorriso aumentou, claramente estava feliz, mesmo com todas as dúvidas e incertezas. Mesmo com o medo. Já amava muito aquele bebê, e mesmo que Booth não gostasse da ideia, era pai do filho dela. Tinha que contar a ele. Sorriu e uma lágrima desceu por sua face. Naquele momento alguém bateu na porta do seu escritório. Por reflexo, enxugou a lágrima, não queria que ninguém a visse chorando. Sabia quem era. Era Booth, podia sentir a presença dele. Não era racional, mas podia sentir, depois de 7 anos, podia senti-lo ali. Controlando suas emoções olhou para ele, séria, depois olhou para a tela do computador, fechando o e-mail.

-O que faz aqui, temos um caso¿ - Aquilo soara mais frio do que deveria, mas estava tentando conter suas emoções.

-Opa, Bones! Yeah, temos um caso. Você está bem¿

Ele a conhecia tão bem, não pôde deixar de sorrir com isso.

-Estou bem, Booth, só estava concentrada aqui. Então, o caso¿

-Um corpo foi encontrado numa pista de boliche, iremos lá investigar. Pronta¿

-Ok. –Levantou-se pegando o casaco e indo em direção a Booth.

Durante todo o dia, não conseguia de pensar em Ângela, pensar em como contar a notícia a Booth, e imaginar como seria ter um filho com ele. Estava muito feliz.

Andando pela rua, saindo do Hospital, estavam indo ao Royal Diner, quando ela diz:

-Eles pareciam muito felizes.- Reparara isso nos amigos, estavam muito felizes, mesmo com todas as preocupações que acompanham a chegada de um bebê. Não sabia como Booth reagiria a sua gravidez, pois isso não estava feliz plenamente.

-Claro, eles tiveram um bebê.

-Mas a vida deles mudou completamente, espera-se que estejam mais apreensivos. – Disse, pois era o que acreditava. Como eles dariam com um bebê¿ Iria mudar suas vidas.

-Ter um bebê é uma coisa boa. – Disse com sinceridade.

-Você realmente acha isso¿ - Estava preocupada, mas ele estava dizendo que era uma coisa boa, será que acharia isso quando soubesse da gravidez dela¿

-Claro, é uma coisa ótima. Por que¿ - Olhando para ela podia notar apreensão. O que estaria acontecendo. – O que foi¿ - Ela não respondeu, encarava-o nervosa, em dúvida... – Qual é, Bones. O bebê.. Está bem. Está saudável. Tiveram um bebê saudável. Eles se amam. É o dia mais feliz de suas vidas. Certo¿ - Já ia recomeçar andar, quando notara que ela estava parada e ainda o encarava, parecendo ainda nervosa, em dúvida, mas decidida. – O que foi¿

Ela piscou algumas vezes, pensando que aquele era o momento, soltaria a bomba, metaforicamente. Ainda ansiosa, bateu nervosamente o braço ao lado do corpo. As palavras querendo sair...

Encarou-o, tomou ar e disse: Estou.. – sorriu nervosamente – Estou grávida. – Encarava-o sorrindo de leve, nervosa. Ele não esboçou reação, parecia paralisado. Não sabendo por que ele agira daquela forma, disse: - Você é o pai. – Falou quase num suspiro, apreensiva. Ela não gostara, não é¿

Estava começando a se sentir mal pela situação quando viu um sorriso começando a surgir em seus lábios. Atingindo todo o belo rosto. E saiu com um suspiro de alegria. Ele estava feliz. Ela sorriu em resposta.

Ele não se conteve e a abraçou, calorosamente. Depois pois as mãos em sua face a beijou, um beijo tímido mais que dizia muito. Parou, encarando-a. A amava tanto e agora teria um filho com ele.



-Eu te amo. – Ele disse. Aquilo parecia pouco mais traduzia tudo que estava sentindo agora

Ela sorriu.

-Também te amo, Booth. – Disse, dando a ele um olhar que dizia o mesmo que ele acabara de ouvir. Abraçaram-se e ficaram ali por um tempo. Abraçados, compartilhando o mesmo sentimento. Como ela pôde duvidar que ele ficaria feliz¿ Era Booth. O homem honrado que conhecera, o perfeito macho-alfa.

Recomeçaram a andar em direção ao carro dele. Estavam de mãos dadas, cada um com um sorriso que iluminava todo o rosto. Os lábios curvados que atingiam os olhos de ambos. Felicidade. Quem os visse agora só poderia sentir isso. Emanavam felicidade.

Entraram no carro, deram uma olhada um para o outro, ainda sorrindo.

-Vamos comprar comida Tailandesa, Bones. Hoje você vai para minha casa.

-Mas Booth, eu..

-Sh-sh-shh! Não, hoje você vai para minha casa, e não tem “mas” e nem meio “mas”, ouviu¿

-O-ok.

-Ok, ótimo. Ligue para pedir nossa comida, assim chegarão em casa ao mesmo tempo que nós dois.

O resto do caminho até a casa de Booth foi tranquilo, conversaram sobre Angela e o pequeno Michael, além de conversarem sobre o caso. Como Booth dissera, a comida chegara praticamente no mesmo momento que eles.
Mas a noite não acabaria ali, ainda tinham muito que falar. Ou nada para falar, pois certas coisas são melhores quando não são ditas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Way Of Love -Capítulo 1: Unconscious Consciousness

As vezes agimos pensando, e sem pensar, guiados por sentimentos ou momentos, simplesmente agimos, e nossos atos podem mudar nossa vida completamente.

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Casa do booth.

Sala do Booth
3:50 da manhã, ainda não conseguira pegar no sono, o tempo passara sem que percebesse, os últimos acontecimentos tinham deixado ela confusa, com medo, assustada, se sentindo culpada. “Don’t make me go” O que levara Vincent a pedir tal coisa¿ Será que pensara que ela o faria sair do programa de estágio por ter levado um tiro¿ a culpa não era dele, ela nunca faria isso. O desespero da culpa batia forte, ela era uma pessoa tão ruim assim para deixar a impressão de que o demitiria por ele ter levado um tiro¿ Ele era um dos squinterns favoritos dela, tinha levado um tiro atendendo um telefonema que era para Booth. E Booth, ele quem deveria ter levado aquele tiro, ele quem deveria ter morrido com um rompimento na aorta. Deus (de forma figurada, é claro), sentia-se culpada por sentir, é, sentir, que foi até bom Vincent ter morrido, pois ele morreu no lugar de Booth, e o que faria sem Booth¿ Há quase doía anos, em frente ao edifício Hoover, não aceitou quando Booth pediu para darem um chance aos dois, justamente por medo de perde-lo, perde-lo indefinidamente. Todos os romances eram efêmeros, todos! A amizade deles era concreta, metaforicamente falando. Não poderiam perder um relacionamento como aquele por algumas horas de romance e sexo, aquela amizade valia mais. Recentemente tinha mudado de ideia, pois deparara com a morte, teve medo, notara o quanto a vida era efêmera, talvez valesse a pena curtir um relacionamento pleno com Booth, sem medo do fim.. E também, ela já o estava perdendo, ele se afastara tanto com a chegada da Hannah. Hannah era uma mulher incrível, era sua amiga, e ela podia entender o porquê de Booth ama-la. Ele até a pediu em casamento. Mas ao mesmo tempo sentia certa repulsa por Hannah. Emoções conflitantes, como agora. Triste pela morte de Vincent, feliz por não ter sido Booth. Culpa. Medo. Medo de perder Booth. Não conseguia dormir, a noite se arrastava. 4:46. Precisava falar com alguém. Levantou-se e foi em direção ao quarto.

Quarto de Booth.
4:47.
A porta se abre. Booth, com seu treinamento de anos no exército e de atirador de elite, “acorda”. Não estava dormindo plenamente, mas não estava acordado. Conseguira ouvir qualquer barulho e o da porta se abrindo fê-lo levantar-se e pegar a arma, pronto para atirar e matar quem quer que fosse. Mas era Bones. Sua Bones. O que fazia ali na porta do seu quarto¿ Será que acontecera algo¿
-O quê¿ - Disse Booth assim que escutou a porta se abrindo.
-Ah, me desculpe. –Bones levantara as mãos, em sinal de rendição, assustada.
-Não, me desculpe. Desculpe. Você... Ouviu alguma coisa¿ - Porque ela estaria ali mesmo¿ Booth se perguntava
-não, não. –Disse-lhe, olhando para a sala, como que para pensar melhor, verificar se tudo estava bem, não olhar em sua cara.
-Quer que eu abaixe a arma¿
-Sim. – Disse, mas ainda sem encara-lo, como que para esconder algo lá dentro de sua alma.
-Ok, qual o problema¿ - Mais relaxado por nada ter acontecido, mas ainda preocupado, a expressão de Bones o assustava. O que acontecera¿
-ele ficava dizendo “não me faça ir”. – Disse, se aproximando da cama e olhando para Booth com aquele olhar.. Um olhar de tristeza, de dor. Ela estava desfazendo suas defesas, e deixando toda a dor transparecer. Poucas vezes Booth a vira assim, realmente vulnerável, expondo seus sentimentos. Era doloroso para ele ver os olhos dela assim, escurecidos pela dor, turvados. Era de um azul sangrento aquele olhar.

-o quê¿ - perguntou, confuso.
-Vincent. Ele estava olhando para mim e dizia: ”Não em faça ir embora”. Ele disse que.. Adorava estar lá. Por que ele pensaria que eu faria ir embora¿ Que tipo de pessoa sou eu¿ - Ela falava de Vincent, aquela morte realmente mexera com ela, mesmo ela não querendo admitir, e Booth sabia disso, fora um dos motivos de leva-la para sua casa. Precisava protegê-la, tanto de Broadsky quanto dela mesma.
-Não, venha aqui, não, não, não, Bones. Você entendeu errado, tudo bem¿ Entendeu tudo errado. – Precisava fazê-la entender, ela era uma das melhores pessoas que ele conhecia, tinha um coração imenso, mesmo que não demonstrasse isso muitas vezes, ele a conhecia, e não poderia deixa-la pensar assim de si mesma.
-Não, eu o ouvi. Você também. “Não me faça ir embora.” Foi o que ele disse. – Disse-lhe, descrente que ele pudesse estar falando com outra pessoa. Queria entender porque ele pensara que ela o faria ir embora.
-Ele não estava falando com você.
-Eu era a única lá. E você, e ele... Ele não estava falando com você. – Disse, com um suspiro, como poderia não estar falando com ela¿ Racionalmente, só poderia estar falando com ela.
-Ele estava falando com Deus. Ele não queria morrer. – Ficou bem claro em sua cabeça, como ela não via isso¿
-Não, Vincent era igual a mim, Booth. Ele era ateu. – Não era Deus, ele era ateu, como poderia falar com Deus sem acreditar na existência do mesmo, isso estava claro, racionalmente, para ela.
-Ok. Então ele estava falando com o universo. Ele não queria ir embora. Ele não estava pronto, Bones. Ele queria ficar.
-Seu Deus existisse ele deixaria Vincent ficar aqui conosco. – Como poderia um Deus dito tão bom, ser tão ruim¿
-Não é assim que funciona. – Podia ver que o rosto dela ainda não estava aceitando aquilo completamente, a morte de Vincent a abalara profundamente. Acreditara não ser só por ter sido a morte dele, tinha algo mais, talvez ter sido no laboratório que ela tanto amava, a sensação de vulnerabilidade que ela tanto odiava.
-Você pode... – Ela disse, fazendo um movimento com a cabeça, como que pedindo para deitar-se com ele.
-Posso... É por isso que estou aqui. Estou aqui. Estou aqui. – Falava, tentando acalma-la. Sua Bones, não queria vê-la sofrendo desse jeito, não merecia. Abraçava-a, tentando conforta-la, enquanto passava a mão em seu braço. Quase como se tentasse esfregar aquele sentimento dela para longe. Acaricia-la para conforta-la, mostrar que ele estava ali, com ela, enquanto ela chorava e derramava sobre ele toda aquela dor.



Os minutos foram passando, e o choro diminuindo. Booth realmente a acalmara. Sabia que não era completamente reacional agir como estava agindo. Mas não estava conseguindo ser objetiva naquele momento. Colocara, minutos antes, a mão sob o peito de Booth, e agora, mais calma, tomara consciência de sua presença. Sentiu sua vida pulsar ali, embaixo de sua mão. O coração batendo. Bem ritmadas, no ritmo da vida de Booth. Sem uma explicação lógica, àquilo a despertou em todos os cantos de seu corpo. Sabia o quanto Booth mexia com ela, mas ainda estava abalada pela morte de Vincent, como poderia sentir-se assim... Tão... Excitada¿ Lentamente, levantou a cabeça, tentando olhar Booth nos olhos. Ele também a encarava. Em seu olhar podia ver.. sabia que nunca acreditara que os olhos pudessem dizer algo, mas via amor naquele olhar, amor, carinho, compreensão, desejo.. Ele também a desejava, podia ver. Ficou encarando no que pareceu ser uma eternidade. Mas então, alguém se moveu, não se sabe quem o fez primeiro, e encostaram seus lábios. Um beijo carinhoso, suave, cuidadoso, que foi se tornando um beijo apaixonado, exigente, quente, enquanto a língua dele pedia passagem. Entreabriu os lábios, e começou um jogo de caricias, caricias quentes, de uma língua na outra, que contavam mais do que palavras, metaforicamente. Falavam de amor, contavam a história dos dois, eram cumplices, velhas conhecidas. Ela soltou um suspiro, como aquilo era bom. Os dois rolarem na cama, fazendo Booth ficar sobre ela. Mas nem um dos dois afastou o beijo imediatamente. De repente, pararam, sem folego. Encarando um ao outro. E ela pode sentir o que causara nele pressionando sua virilha. Nas duas cabeças, o que se passava eram amor e medo.


Brennan sempre quisera que aquilo ocorresse, mesmo sem admitir para si mesma, por muito tempo, tinha medo de perdê-lo pro uma noite de amor. Dissera para ele, naquela fatídica noite em que quase fora atropelada, que não queria ter arrependimentos. E não queria mesmo, mas ele amava Hannah, ele falara isso. Será que não estava se precipitando¿ Talvez ele ainda amasse Hannah, não queria ser um prêmio de consolação e nem queria ele ficando com ela por pena.


Booth tinha medo do que ela sentia por ele. Aquele era o momento certo¿ Ela vulnerável¿ Ela dissera que queria ter algo com ele, que não queria arrependimentos. Fizeram promessa se um dia tentarem ficar juntos, quando ela estivesse menos resistente e mais forte. Era esse o momento¿


Olhando um para outro, eles não tiveram coragem de dizer nada, os pensamentos começaram a ser empurrados para o fundo de suas mentes, sendo ofuscados pelo desejo, pela sensação intensa demais daquele momento.
Retomaram o beijo, mais exigente, mas urgente. Brennan passava a mão pelo peito de Booth, chegando as gostas, sentindo todo aquele corpo, ficando consciente do quanto o queria. Sentia pontadas na virilha, exigindo continuidade para aquele momento. Foi abaixando as mãos até a bainha da blusa, começou a puxa-la, com urgência. Booth a deixou tirar blusa, interrompendo o beijo.



Olhou-a, puxou o moletom que ela usava para cima, tirando-o rapidamente, deixando visíveis os seios fartos. Eram os mais perfeitos que já vira. Rapidamente, abaixou a cabeça para o vale entre os seios e começou a beijar, subindo até a boca, colocando as mãos sobre seus seios, arrancando suspiros de Brennan. Ela com as mãos em suas costas, sentindo cada movimento de seus músculos, pôs a cabeça para trás para dar livre acesso ao seu pescoço e colo. Booth a beijava loucamente, como que para guardar aquele sabor consigo quando aquele momento acabasse. Começaram a tirar as peças de roupa rapidamente, com urgência, como que para não deixar aquele momento se acabar antes que qualquer um dos dois ficasse realmente consciente o suficiente e recuasse, como que aproveitar a embriaguez que os sentimentos deles estavam provocando em ambos.

Nus, ele sobre ele, o contato da pela queimava. Ele nem conseguiam se olhar nos olhos, de tão urgente que era o momento, tão apaixonado. O corpo em si fazia carícias, um no outro, só pelo simples contato das peles.. Os beijos eram únicos. E ali, entregue a carícias, medos e uma embriaguez de paixão, tornaram-se um... E adormeceram, ela sob seu peito.

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6:00 da manhã. Brennan acordou confusa. Estava no quarto de Booth, completamente nua. Os últimos acontecimentos a tomaram de assalto. Sorriu, mas não conseguiu sustentar o sorriso. Seus pensamentos anteriores a assustaram. E se tivesse estragado tudo¿ Esteve tão vulnerável que nem conseguiu pensar racionalmente. Ele já havia saído. Deixara um recado na mesinha ao lado, de que já saíra porque precisava trabalhar cedo para pegar Broadsky.
Assustada, vestiu as roupas do dia anterior, desceu e pegou um táxi para seu prédio. Precisava tomar um banho e trocar de roupa. Esperava não ter estragado tudo.

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Escritório de Booth. Booth pensava sobre a noite anterior, esperava não ter estragado tudo com Brennan. Deus, a amava tanto, fora tão perfeito. Se não pudessem conversar, pelo menos esperava que ela não o afastasse. Foi tirado de seus pensamentos ouvindo batidas na porta do escritório...

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Brennan estava no Jeffersonian, examinando novamente o esqueleto de Leishenger. Sua cabeça estava um caos. Tentava se focar no trabalho para não pensar demais em tudo o que acontecera. Vincent. Ela e Booth.. Mas aqueles pensamentos insistiam em não deixa-la em paz. Ficavam circulando em sua mente como abutres, tirando seu foco. Horas se passaram com a velocidade de minutos, quando Ângela apareceu novamente, preocupada com ela por estar tanto tempo encarando o crânio de Leishenger. Mas não podia evitar, parecia que só o encarava havia alguns segundos, pois não se concentrara em qualquer momento.




-Você está encarando o crânio de Leishenger e muito tempo. Está tentando fazê-lo falar com você¿ - Disse com um sorriso, tentando melhorar o clima.
-Está sendo metafórica¿ - perguntou, confusa. Esqueletos não falam, estão mortos. E não conseguia ver graça no que a amiga dissera. Pelo menos não agora.
-Não, só estava tentando melhorar o clima. Não funcionou.
-O processo mastoide, geralmente, não é um alvo em combate corpo-a-corpo. Talvez eu deva examina-lo microscopicamente. – Disse, tentando disfarçar sua distração.
-Você me disse isso há uma hora. O que está acontecendo¿ - Realmente, nada escapava de Ângela, além da facilidade de “ler” as pessoas, ela também era sua melhor amiga, e a conhecia muito bem. – É por causa de Vincent¿
-Yes. – Disse, sinceramente.
-Yeah. – Percebera o quanto aquilo abalara a amiga.
-E... – Ângela olhou para ela, tentando adivinhar o que mais poderia causar aquilo, além de Vincent. Mas pelo jeito, seria uma bomba. – Eu fui para cama com Booth, noite passada.
-O qu.. - Choque, a expressão da Ângela foi de choque. Sua boca foi se abrindo lentamente, assim como seus olhos se abriram de forma espantada. Nenhuma palavra foi dita. Brennan ficou nervosa.
-Porque você não está dizendo nada¿
-porque não quero gritar “ALELUIA” tão perto da morte do Vincent. –Disse, em um só fôlego.
-Eu acho que eu fiz por causa do Vincent. – Disse, meio abalada com isso.
-Espere. Wow. – Angela disse, tentando organizar os pensamentos, confusos diante da notícia. -O que exatamente aconteceu após... –tentando conte a emoção antes de finalmente perguntar -... Após ter ido para cama com o Booth¿
Brennan pensou no que responder, mas só conseguiu dar um sorriso.. que nasceu e se desfez.
Ângela não podia acreditar, depois de ano! Sete anos! Depois de sete anos aqueles dois finalmente tiveram algo e se entregaram a paixão.
-Hodgins estava interrompendo o momento quando Ângela o expulsou dali. Para depois voltar para Brennan e perguntar.
-E agora¿
-Ângela, eu não sei. –aquilo realmente era um problema. –Não falamos nada sobre isso, eu acho que eu fiz no impulso, acho que fizemos no impulso, talvez não fosse o momento certo. Espero não ter estragado tudo.
-Querida, Booth te ama, você com certeza não estragou tudo. Pelo menos não ainda. – Disse, conhecendo a amiga que tinha.
-O que quer dizer¿
-Se você não fugir dele, não tentar fugir da situação, pode ser até que vocês fiquem juntos, formando uma família, como já deveria ter acontecido há muito tempo.
-Mas Ângela, nem sei se ele vai querer conversar sobre isso. Eu estava vulnerável, eu não conseguir pensar racionalmente na hora. E apesar de maravilhoso, acredito que tenha sido um erro, naquele momento. E eu estava com medo pela morte de Vincent, medo por ter sido o Booth no lugar do Vincent.
-Ok, você é quem sabe, mas não jogue sua chance fora, Bren. Não temos muitas chances como está. Converse com ele. Diga o que sente.
-Ângela, vou deixar as coisas como estão, não vou fugir, mas não vou fazer muita coisa, ainda tenho medo. Por favor, me deixe fazer do meu jeito.
-Ok. Se é o que você quer. Mas acho que você deveria conversar com ele.

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Aquela noite, o corpo de Vincent fora levado embora, para a mãe do rapaz. Ninguém notara os olhares cumplices que Brennan e Booth compartilhavam. Tinha algo a mais naqueles olhares, mas ninguém notou. No final, Brennan pôs o braço ao redor do braço de Booth, e entraram novamente no instituto.



Lá dentro, todos se despediram. Inclusive Brennan e Booth. O olhar de cada um dizia muito. Se perguntavam se o outro não iria tocar no assunto da noite anterior, e se perguntavam se agora tinham alguma coisa. No final, por medo de perder o que já tinham. Despediram-se e cada um foi para sua casa. Para suas respectivas camas.