Brennan entrava no apartamento de Booth enquanto ele pegava a comida com o entregador, que chegara praticamente com eles. Brennan entrou retirando seu sobretudo, o qual jogou sobre a poltrona de Booth. Cheirou-se, precisava de um banho. Não tinha trazido roupas.
-Booth, preciso de um banho, e... Roupas. –Disse, para um Booth que já estava indo em direção a cozinha para colocar as caixinhas de comida tailandesa. A comida deles.
-Ok, Bones, te arrumarei uma roupa. E eu também preciso de um banho.. –Sorriu, insinuante.
-Oh, você quer ir primeiro, Booth¿ Eu não me importo.
-Bones, você gostaria de companhia no banho¿ - Disse, ainda com aquele sorriso no rosto.
-Oh.. Booth, acho melhor.. não.. Nós ainda não conversamos sobre.. bem, nós. – Disse, cautelosa.
-Oh, qual é, Bones.. Assim economizaremos água e tempo. Assim, além de não gastar toda a água do globo, ainda comeremos antes de nossa comida esfriar.
-Oh, você tem um ponto.
-E além do mais, o que poderia acontecer demais agora¿ Vocês está grávida, e eu sou o pai, nada que possa acontecer já não aconteceu antes.
-O-ok. Você está certo.
-Ótimo, você sabe onde é o banheiro. Vá na frente enquanto eu separo uma roupa para você.
-Ok. –Disse ela em direção ao banheiro.
Ligou a água da banheira e começou a se despir. Ainda usava a roupa de “Wanda”. Aquela blusa florida que usara para disfarçar qualquer volume no abdômen, mesmo que mínimo devido a prematuridade da gravidez. Entrou na banheira e fechou os olhos. Não viu quando Booth entrara no banheiro, já sem roupas, e começara a entrar junto com ela na banheira. Abriu os olhos quando o sentiu entrar na banheira. Mesmo com tudo, aquela visão sempre a “despertava”. Já o tinha visto nu quando invadirá seu banheiro, três anos antes, mas sempre se sentia como uma adolescente prestes a ter a sua primeira experiência sexual, com o rapaz que amava.
Levantou-se de modo que ficasse acomodada ao peito de Booth, de costas para ele, encaixada entre suas pernas. Apesar de o contato excitar a ambos, aquela posição transmitia mais amor do que copula.
Ele começou a pegar o sabonete e passar pelo corpo de Brennan.
Passando primeiro pelos braços, até as mãos, e voltando. Passou as mãos pelos ombros, esfregando o sabonete pelo pescoço de Brennan, que deixou sair um suspiro de prazer. Esfregou suas costas, indo até o final da cintura. Voltou a percorrer todo o caminho das costas, lentamente, chegando novamente ao pescoço. Pegou um pouco mais de sabonete e começou a esfregar Brennan pela barriga, subindo vagarosamente até os seios. Onde massageou lentamente, carinhosamente, arrancando outro gemido de Brennan. Foi até o colo e voltou para os seios, passando as mãos vagorosamente e indo até a barrida novamente. No ventre, demorou-se um pouco mais, fazendo movimentos circulares. Do ventre partiu para as coxas, deslizando as mãos e sem tira-las do corpo quente e molhado de Brennan. Cada movimento era lento e carinhoso. Passou as mãos por toda a extensão das coxas da parceira. Indo até o joelho, que era até onde suas mãos alcançavam. Enquanto fazia isso, beijou o pescoço de Brennan. Beijos carinhosos, suaves, que diziam mais do que qualquer palavra. Voltou a mão para o ventre de Brennan e deixou as mãos se cruzarem naquele local. Enconstara a cabeça no pescoço da parceira, com os olhos fechados. Suspirou, satisfeito.
-Eu te amo, Bones.
-Eu sei, Booth. Você me disse isso antes. –Disse, colocando as mãos em cima das de Booth. Fechando os olhos. –Como vai ser agora, Booth¿
-Bem, você quer saber o que eu acho¿
-Sim, por isso eu perguntei.
-Bem, é assim que eu vejo: Agora somos uma família, eu, você e esse bebê. Nosso bebê. – Deu um pequena pausa por causa dessa frase. Um sorriso feliz surgiu em seu rosto. – Eu te amo, e pelo que você me disse, você também me ama. É simples.
-Não é tão simples, Booth. - Disse virando um pouco o rosto para encara-lo. –Não conseguimos nos resolver antes, pois somos muito diferentes, porque conseguiríamos agora¿
-AH. Bones, não resolvemos antes porque você não estava pronta. Eu sempre te amei, até quando eu estava com Hannah, eu percebi que ainda te amava. Não que eu não amasse Hannah, mas você sempre foi o meu amor. Meu grande amor. Se lembra quando eu disse que você poderia amar muitas pessoas nessa vida, mas só uma que se ama mais¿ Você é quem eu amo mais, Bones. Eu fui um covarde por não admitir isso para mim naquela noite em que você quase fora atropelada. Depois.. Eu estava chateado, com raiva, mas eu te amo..
-Booth...
-Não, espere, eu ainda não terminei. –disse, antes de soltar um suspiro, determinado. – Desde a noite em que passamos juntos, no dia da morte do Vincent, eu quero estar com você. Sonho com nós dois, juntos, todos os dias. Mas estive com medo de que você não estivesse pronta. Eu te amo muito, Bones, e quero provar isso para você. Espero que agora você esteja pronta, porque eu quero acompanhar essa gravidez. Eu quero ser o pai para seu filho, Bones.
-Mas Booth, você é o pai... – Olhou para o parceiro, confusa.
-Eu quero dizer, Bones, que eu quero estar presente como pai. A mesma coisa que eu te disse quando não quis doar meu esperma. Eu não posso ser só um doador. Eu quero ser o pai. Por favor, não me exclua da vida do nosso bebê. Por favor, não exclua da sua vida.
Ela encarou-o, por alguns segundos, antes de depositar um beijo em seus lábios.
-Eu te amo, Booth. Nunca deixaria você fora da vida do nosso filho. Nunca. E... Eu nunca conseguiria, mesmo que não racionalmente falando, tirar você da minha vida. Não pelo bebê, mas porque eu te amo.
-Oh, Bones! – Disse, com um dos sorrisos mais lindos que já dera. – Eu te amo tanto. – Disse, depositando outro beijo na boca da parceira. – E amo esse lindo bebê.
-Não sabemos se ele é bonito, Booth. Apesar de que.. Com nossos genes, acredito que o bebê vai ser incrível. – Disse sorrindo.
-É, Bones. Nosso lindo bebê. –Disse, sorrindo e enconstando novamente a cabeça no rosto de Brennan.
Passaram um tempo assim, abraçados. Ela de costas para o peito dele, entre suas pernas. Os olhos fechados. Mão sobre mão. As mãos dele no ventre dela.
-Então.. agora estamos juntos¿ -perguntou Brennan. – Quero dizer... o que nós somos¿ Namorados¿ Porque sempre achei a convenção de namorado e namorada muito infantil e inútil.
Ele riu.
– Bem, estamos juntos, vamos ser pais. É isso que somos. Duas pessoas que se amam, que estão juntas e vão ser pais.
-Ok. E como vomos contar para todos¿ Queria esperar até o final do terceiro semestre para dar a notícia. Exceto para Angela, quero contar para ela assim que eu puder.
Ele sorria.
-Bem, podemos contar aos poucos, claro. Amanhã podemos visitar Angela, no hospital, e contar-lhe a grande novidade.
-E quanto a nós dois¿ Vamos falar que estamos juntos¿ Porque eu não saberia como fazer isso, estamos, do vernáculo, nos escondendo por muito tempo.
-Bem, Bones, faremos como a gravidez, contaremos aos poucos. Não precisamos anunciar nada, vão acabar descobrindo por conta própria.
Ela olhou um última vez para o parceiro, depositando outro beijo em seus lábios. Olhando-o com amor. Finalmente se sentia conectada a alguém.
-Bem, minha vez de ensaboa-lo.
-Ok, pode vir. Mas vou avisando que nossa comida vai esfriar.
-Não estou com fome agora. Não fome de comida, pelo menos. – Sorriu maliciosamente.
-Oh, Bones, venha cá! - E virou o corpo da parceira fazendo com que ela ficasse de frente para ele, beijando-a apaixonadamente.
-O melhor é que agora não precisarei mais ficar sonhando com isso todas as noites. Agora é real.
-É, Bones, agora é real.
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